Faixa

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quinta-feira, 12 de março de 2015

“Toda criança começa como uma cientista nata, e então nós arrancamos isso delas”


“Toda criança começa como uma cientista nata, e então nós arrancamos isso delas” 

“Toda criança começa como uma cientista nata, e então nós arrancamos isso delas. Entre as características que ele valorizava em um cientista e em qualquer outra pessoa estão a curiosidade e a imaginação, traços típicos das crianças. Para o astrônomo, pensar cientificamente era algo como interrogar de forma metódica diversos aspectos da natureza, o que não deixa de ser uma forma de curiosidade aplicada. A respeito da imaginação, ele acreditava ser um dos motores fundamentais do conhecimento humano.”

Leia o texto completo, “12 reflexões que vão te introduzir ao pensamento de Carl Sagan”, na Revista Galileu, clicando aqui.

Conheça o Portal Carl Sagan (inglês), clicando aqui.

Leia também “Homens, Mulheres e "Crianças" no "pálido ponto azul" e assista ao vídeo “O Pálido Ponto Azul”, clicando aqui.

Comentário de Paqonawta:

Um exemplo... Até quanto a escola deforma, conforma, reprime, entristece, “involui" a raça humana, destrói a Criança que chega ao mundo e cumpre um papel de “regredi-la” a Leão e, depois a Camelo (Nietzsche)?

Numa outra pequena frase, atribuída a Sagan, percebemos o quanto como adultos já "des-transformados" da "criancice" temos a capacidade de desencorajar as crianças a descobrirem as belezuras da vida: "Em algum lugar, alguma coisa incrível está à espera de ser descoberta".


Então, como, onde, quando e porquê nós podemos fazer menos por "roubar" da criança a sua infância, quando seus direitos são os primeiros a serem subtraídos dela?

sexta-feira, 6 de março de 2015

Dicionário feito por crianças revela um mundo que os adultos não enxergam mais

O professor Javier Naranjo e alguns de seus alunos

Dicionário feito por crianças revela um mundo que os adultos não enxergam mais

Na Feira do Livro de Bogotá, um dos maiores sucessos foi um livro chamado “Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças”. Nele, há um dicionário com mais de 500 definições para 133 palavras, de A a Z, feitas por crianças.

O curioso deste “dicionário infantil” é como as crianças definem o mundo através daquilo que os adultos já não conseguem perceber. O autor do livro é o professor Javier Naranjo, que compilou informações durante dez anos durante as aulas. Ele conta que a idéia surgiu quando ele pediu aos seus alunos para definirem a palavra criança e uma das respostas que lhe chamou atenção foi: uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir cedo.


Veja outros verbetes do livro.

Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)

Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)

Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)

Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)

Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)

Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)

Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)

Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)

Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)

Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)

Guerra: Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)

Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)

Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)

Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)

Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)

Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)

Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)

Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)

Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)

Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)

Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)

Reproduzido adaptado de Repertorio Criativo

06 mar 2015

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Um parque de "domesticação infantil"


Kidzania, cidade nada ideal para crianças

Lais Fontenelle Pereira

Chega ao Brasil parque de diversões global que, em nome de “aprendizagem”, sugere limitar vida à lógica das empresas e marcas corporativas

“Deve ter alamedas verdes
A cidade dos meus amores
E, quem dera, os moradores
E o prefeito e os varredores
E os pintores e os vendedores
As senhoras e os senhores
E os guardas e os inspetores
Fossem somente crianças”

“A cidade ideal”, de Chico Buarque

Um empreendimento global para crianças entre 4 e 14 anos invadiu o subsolo do Shopping Eldorado, em São Paulo, nestas férias de verão. Prometendo mais do que fantasias a um preço “camarada” de 100 reais por criança e 50 por adulto, esse parque de diversões coloca empresas e produtos em contato direto com crianças, com a clara intenção de criar consumidores fieis a marcas “do berço ao túmulo”, como dizem os publicitários.

O parque vai além do conceito de diversão propriamente dito e traz, na origem, a ideia de aprendizagem pela brincadeira, orgulhosamente chamada de “edutenimento”. Criado em Santa Fé, no México, no final da década de 1990, e inicialmente conhecido como cidade das crianças, o Kidzania é hoje uma marca global presente em mais de 15 cidades do globo, contabilizando um número superior a 10 milhões de visitas. Nessa inocente brincadeira de faz de conta o mercado internacional percebeu, desde 2006, uma maneira lucrativa de envolver crianças e torná-las leais a marcas, que ali se espalham de forma nada comedida.

Em recente depoimento à The New Yorker, o mexicano Xavier López Ancona, criador do empreendimento, diz explicitamente que o parque, em formato de cidade, é uma potente plataforma para se criar lealdade às marcas nessa sociedade de consumo. A ideia original vendida nesse espaço é ser um parque educacional indoor que oferece, às crianças e seus pais, um ambiente supostamente seguro que permite à garotada exercitar comportamentos adultos da vida urbana – de forma autônoma e independente. Tudo isso, segundo seus criadores, fazendo o que há de mais divertido e importante na natureza infantil – que é brincar.

Sabe-se, porém, que o brincar, como uma experiência singular de linguagem da criança, é uma potente forma de socialização, exercício de cidadania, elaboração de conflitos, além de um exercício de comportamento futuro – mas somente quando a criança é autora de suas brincadeiras e escolhe onde, quando, com quem e como irá brincar. Nada contra brincadeiras dirigidas, em especial quando acontecem num curto espaço de tempo e os pais decidiram. Mas, quando as brincadeiras são mediadas por marcas, sem autorização, temos um problema. No Kidzania as crianças brincam de piloto, jornalista ou engenheiro em trocas sociais e afetivas mediadas pelo consumo e troca monetária. A ideia de ingresso no parque é “pegue seu dinheiro, faça mais dinheiro e gaste como desejar”.

Visualmente, o espaço é uma cidade construída à escala das crianças (sempre dentro ou próximo de shopping centers), com prédios, ruas pavimentadas, veículos e até uma linguagem e economia próprias. Porém, o mais impressionante ali não é a verossimilhança com as cidades, mas a integração do mundo real através das marcas expostas, que patrocinam as empresas da cidade e suas atividades.

O discurso falacioso é de que a autenticidade melhora a experiência, e que as crianças aprendem de forma interativa com as melhores pessoas que lhes podem ensinar sobre poupança e investimento – um banco, por exemplo. Além das marcas multinacionais ou nacionais, há atividades financiadas pelo governo, inclusive, em forma de propaganda de serviços na intenção de desenvolver a responsabilidade cívica dos pequenos ou até mesmo prepará-los para um mundo melhor. Encontramos ali, além de bancos e redes de fastfood, agências de correios, hospital ou até mesmo uma unidade da Unicef.

A relação das crianças com as cidades deveria ser, sem dúvida, enaltecida e privilegiada na contemporaneidade, principalmente pelas famílias e escolas, pois “a rua é uma aula, uma lousa”, como bem observou o professor espanhol Jaume Martinéz Bonafé. Um lugar onde se escrevem e se exercitam valores, saberes e histórias a partir das relações que ali se estabelecem. As cidades poderiam inclusive, diz ele, ser adotadas como currículo escolar – com situações que produzem conhecimento sobre o mundo. Portanto, em vez de privilegiarmos a construção ou até mesmo passeios em espaços privados para as crianças exercitarem sua autonomia e independência, faz-se urgente um olhar mais cuidadoso para as cidades e espaços públicos para que esses, sim, sejam mais amigos das crianças.

Somente nas cidades reais, com suas contradições pulsantes, é que somos capazes de nos afetar, nos relacionar e assim transformar realidades. É somente a partir da vivência plena de uma vida na pólis que somos capazes de exercitar nossa cidadania e entender completamente o significado de comunidade, cuidado, troca e brincadeira. Esse tipo de experiência não pode acontecer em cidades planejadas à escala das crianças com a intenção, clara, de cooptar pequenos consumidores e fidelizá-los às marcas.

Faz-se urgente, então, devolver as crianças às ruas e as ruas a elas, além de deslocarmos a aprendizagem para fora de espaços privados e das instituições de ensino, como bem postulou Bonafé. Faço aqui uma convocação a urbanistas, engenheiros, prefeitos, secretários, comunicadores, a toda a sociedade civil, para refletir não somente sobre esse parque de diversões e o que ele de fato vende, mas também sobre as mensagens que as cidades reais passam para as crianças desde a mais tenra idade. Assim como Chico Buarque, na letra de A Cidade Ideal, deveríamos todos cantar por cidades mais humanas e sustentáveis.

Reproduzido de Outras Palavras

25 fev 2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A aprendizagem de maneira adequada à natureza infantil


A aprendizagem de maneira adequada à natureza infantil

A rotina da vida escolar da criança até 6 anos de idade é por meio da imagem , da música, dos contos de fadas, do desenho, do brincar espontâneo, do trabalho corporal (ritmo), tudo isso vinculados a Natureza, em um grande quintal sensorial, onde o vento, o Sol, a água, a terra, as plantas e os animais e até mesmo a Lua e os astros são recursos indispensáveis neste período da infância.

Patricia Fonseca
Pedagoga e Psicomotricista

Algumas crianças, hoje em dia, não conseguem se ajustar às exigências da vida moderna e apresentar resultados positivos dentro da sala de aula, mesmo possuindo uma inteligência adequada.

Educadores, professores, terapeutas, pais e mães necessitam mudar a forma de observar, de se relacionar e de entender as crianças e o seu processo de aprendizagem.

Por que a pedagogia Walforf constrói a aprendizagem de maneira adequada à natureza infantil?

Porque em uma escola Waldorf a aprendizagem dá-se paulatinamente, respeitando rigorosamente o desenvolvimento infantil das faixas etárias e se ajusta metodológica e didaticamente ao princípio regulador da aprendizagem, a pesquisa espontânea da criança por meio do brincar.

O processo da aprendizagem tem início no conhecimento e amadurecimento corporal (noção de corpo, tonicidade), ampliando-se para o domínio do ambiente espacial (estruturação espaço-temporal e equilibração), e representando-se nas capacidades de leitura, escrita e matemática.

O conteúdo escolar exigido pelo MEC é cultivado pela escola Waldorf ao longo de todos os anos escolares da seguinte maneira:

. Pelo fazer integrado e consciente das várias atividades corporais e manuais, da cultura, do artesanato e do cultivo da Natureza e dos trabalhos primordiais do Ser Humano.

. Pelo sentir através da produção e apreciação das diversas linguagens, das artes plásticas, musicais e cênicas.

. Pelo pensar, cultivado desde a imaginação dos contos de fadas até o rigoroso processo abstrato-científico próprio do ensino médio.

Vamos falar do processo de aprendizagem das crianças até 5 anos de idade:

Se atentarmos para a criança, em essência, ela é um ser imitador, é um ser sensorial anímico que, de uma maneira corpórea, está entregue ao ambiente que a circunda.

Então teremos que nos atentar essencialmente para que, nesta fase da vida, portanto, até à troca dos dentes, tudo atue “verdadeiramente” no ambiente que a circunda, de modo que a criança possa assimilar sensorialmente e elaborar em si tudo que vê, sente, toca, cheira e come.

Por isso, temos que considerar na estrutura pedagógica-didática todo este órgão sensorial, que é a base inicial para a vida futura da criança enquanto ser humano.

Portanto, o sistema rítmico biológico do corpo da criança, principalmente o sistema respiratório e o sistema circulatório, o que faz parte do ritmo regulador da nutrição. é o que predomina organicamente, e trata-se de orientar todo o ensino de maneira rítmica, de que o próprio professor seja, em si, um indivíduo com pendores para perceber este ritmo corporal de cada criança, de modo que na sala de aula reine este ritmo e compasso orgânico-sensorial.

Isto significa que, naquilo que empreendermos com a criança, naquilo que a criança deva fazer, precisamos fazer com ritmo predominando o sentir e a imagem. E, em tudo o que se desenrola entre o professor e a criança precisa reinar a música, o ritmo, o compasso e a melodia.

Já que o corpo da criança, até mesmo a sua troca de dentes, é de forma sensorial (físico-químico), exige que o professor tenha, em si próprio, uma espécie de musicalidade, musicalidade em toda a sua vida pedagógica-didática.

Por isso que a rotina da vida escolar da criança até 6 anos de idade é por meio da imagem, da música, dos contos de fadas, do desenho, do brincar espontâneo, do trabalho corporal (ritmo), tudo isso vinculados a Natureza, em um grande quintal sensorial, onde o vento, o Sol, a água, a terra, as plantas e os animais e até mesmo a Lua e os astros são recursos indispensáveis neste período da infância.

Reproduzido de Antroposofy
27 jan 2015

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Homens, Mulheres e "Crianças" no "pálido ponto azul"



Nessa sociedade em que vamos quase todos mais ou menos enredados pela Internet nos lares, escolas, ruas, e também incapazes de compreendermos o que se passa além de um palmo de nossos narizes, o filme retrata cenas do cotidiano e interesses dos personagens em uma comunidade norte-americana - homens, mulheres e crianças - entre seus desejos, sonhos não realizados e decepções na "sociedade de consumo" e das mídias digitais.

Parece-me que, de imediato, quase ninguém consegue perceber o que realmente se passa no interior do outro (e muito mal na vida cotidiana de ser criança e aluno), seja na vida em família, na escola ou nos outros cenários de nossas relações humanas, na "Vida Real" como se diz no filme.

Os dramas vão se desenvolvendo e provocando ações e reações a estimularem os personagens a tomarem suas decisões.

Ressalto da incapacidade daqueles que se fizeram de pais ou professores (des-orientados) a orientarem as crianças, sem absolutamente querer realmente saber, ou como des-cobrir que se passa na mente e coração de seus filhos/alunos. Até que pelas ações das próprias crianças é que parecem conseguir refletir alguma coisa, e entrar em "comunicação" com elas e seus pares adultos.

E, na escola, quem é que como professor consegue ajudar as crianças a lidarem com suas interrogações, para aquém ou além das tarefas inadiáveis do ensinar/aprender?

Pais e professores, lares e escolas colaboram (ou não) para a formação do caráter das crianças?

Imersos no mundo do mercado, e daquilo que nos é imposto para o consumo, nós nos consumimos entre dores e amores, esquecendo das possibilidades de apenas nos doarmos mais ao próximo...

E, no meio dessa vastidão do espaço com todas as suas possibilidades de manifestação da vida, quem somos nós com nossos pequenos, insignificantes ou grandes problemas e dramas, a vivermos nesse único "lar" que conhecemos - o planeta Terra - retratado como um pequeno e "pálido ponto azul" pela sonda Voyager? O "poema" de Carl Sagan citado no filme nos instiga a refletir mais sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos...

Fica aí a dica de Pedro Junior Silva para assistirmos e refletirmos...

Leo Nogueira Paqonawta

Publicado em Facebook
26 jan 2015

sábado, 24 de janeiro de 2015

Publicidade infantil: Quanto valem as crianças?


Quanto valem as crianças?

Por que certos interesses reagem, com fúria mercantilizante, à lei que defende infância conta violência simbólica da publicidade.

Por Lais Fontenelle

As crianças estão sendo precificadas por um mercado que quer lucrar com sua vulnerabilidade. Em reação à resolução do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), que condena a publicidade infantil, a Mauricio de Souza Produções encomendou pesquisa sobre os impactos, pretensamente catastróficos, dessa proibição na economia do país.

Segundo ela, o fim da publicidade dirigida à criança custaria ao mercado R$ 33,3 bilhões, 728 mil empregos e R$ 6,4 bilhões em salários, além de uma queda de R$ 2,2 bilhões na arrecadação de impostos. Uma conta rápida revela que, considerando-se o universo de 40 milhões de crianças com até 12 anos, cada uma delas custaria cerca de R$ 825 – e que é de fato lucrativo explorar a vulnerabilidade infantil.

O que a pesquisa não leva em consideração é que a saúde física e emocional das crianças não pode ser precificada. Os custos de qualquer tipo de exploração da infância são sempre muito mais altos para a sociedade do que qualquer conta. A infância é o prefácio de um mundo mais “lucrativo” em termos sociais, ambientais e também econômicos – e se realmente acreditarmos nisso, devemos protegê-las com absoluta prioridade.

Resolução 163 do Conanda, publicada em abril, esclarece aquilo que o Código de Defesa do Consumidor já prevê, ao dizer que toda publicidade dirigida às crianças é abusiva e, portanto, ilegal. Ela pleiteia não o fim de produtos e serviços infantis, mas o redirecionamento da mensagem comercial. Redirecionar a publicidade para os adultos é uma postura ética, legal e lucrativa – já que, quando as mensagens publicitárias são destinadas a indivíduos maduros, cientes de seus direitos e deveres, o resultado tende a ser uma prática equilibrada de consumo. São os adultos que devem decidir pelo bem de suas crianças e, portanto, é com eles que a comunicação tem que acontecer.

Quando a publicidade opta por dirigir-se estrategicamente às crianças, indivíduos em estágio de formação e, portanto, mais imaturos e vulneráveis, seu poder de influência não encontra praticamente nenhuma resistência. Os apelos emocionais de um tsunami de comerciais e promoções encontram então correspondência direta na afetividade infantil e o que ocorre é uma adesão imediata e persistente aos infinitos “desejos” ofertados pela publicidade.

O resultado desse ato é, antes de tudo, uma grande violência simbólica contra o bem-estar das crianças, além de fator de desequilíbrio generalizado, já que a publicidade é considerada uma das causas de problemas como obesidade infantil, exploração sexual, consumo precoce de álcool e tabaco – questões que pesam sobre a infância e toda a sociedade, a economia e o Estado.

Nenhum tipo de desenvolvimento econômico, tecnológico ou científico deve ser mais importante que o desenvolvimento biofísico, psicológico e educacional de uma única criança. O custo econômico e social do consumismo está aí para quem quiser ver – nos problemas ambientais, na violência, na falta de saúde de crianças e adultos.

Reproduzido de Outras Palavras

24 jan 2015

Leia também, "A batalha pela publicidade infantil", por Paloma Rodrigues (22/12/2014) na Carta Capital,clicando aqui.

Assista e reflita: Em depoimento a Carta Capital, Ekaterine Karageorgiadis, advogada do Instituto Alana, explica a publicidade infantil e seus malefícios.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Qual é o sentido da vida? Neil deGrasse Tyson responde a um menino de 6 anos


Qual é o sentido da vida? Neil deGrasse Tyson responde a um menino de 6 anos

O astrofísico Neil deGrasse Tyson fazia uma palestra no Wilbur Theatre, de Boston, quando Jack, de 6 anos, perguntou a ele qual era o sentido da vida.

No vídeo abaixo (em inglês, legendado) vemos que Tyson fica surpreso com a pergunta, mas ao mesmo tempo elogia o pequeno: "quando adulto você terá os pensamentos mais profundos", diz ao menino.

"Acho que as pessoas fazem essa pergunta achando que o significado é algo palpável que possa ser encontrado (...) e não consideram a possibilidade de que o significado da vida é algo que você pode criar", explica. "Para mim o significado da vida é aprender algo diferente hoje, algo que eu não sabia ontem. E isso me deixa mais próximo de conhecer o que pode se conhecer no Universo, só um pouco mais perto, independente do quão distante está o conhecimento total. Se eu não aprendo nada, o dia foi desperdiçado. E por isso não entendo quem entra em férias da escola e diz 'é verão e eu não preciso pensar mais'".

Confira o vídeo:

Reproduzido de Revista Galileu . Luciana Galastri
20 jan 2015

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Brasil Pátria Educadora e Direitos Humanos: Consulta pública aberta até 23/01/2015


Brasil Pátria Educadora e Direitos Humanos: Consulta pública aberta até 23/01/2015

Acessem o formulário e enviem suas sugestões e comentários até 23/01/15 à SDH para o planejamento do órgão

"A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) inova ao propor o seu planejamento para os próximos quatro anos de forma participativa.  A partir desta quarta-feira (14), a sociedade civil poderá contribuir por meio de consulta pública disponibilizada no site da SDH com sugestões sobre como as políticas públicas em Direitos Humanos podem integrar o novo lema do Governo Federal: Brasil, Pátria Educadora. A consulta ficará disponível até 23 de janeiro.

Segundo a ministra Ideli Salvatti ter uma pátria educadora exige a contribuição de toda a sociedade, não apenas da rede formal de educação: “Queremos ouvir o que os direitos humanos têm a contribuir com uma pátria educadora, para que tenhamos uma pátria de respeito absoluto aos Direitos Humanos”, disse a ministra."

Reproduzido de SDH
16 jan 2015


Acesse o link do FORMULÁRIO para preenchimento e, clique em ENVIAR.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

14ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis abre inscrições para filmes


“O Balãozinho Azul” de Fauston da Silva (DF) foi o Melhor Filme – Júri Especial das Crianças em 2014

14ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis abre inscrições para filmes

Evento pioneiro no país contará com programação competitiva e não-competitiva, além de debates, encontros e palestras sobre o atual momento do audiovisual brasileiro para crianças.

A partir desta quinta-feira (08/01) estão abertas até 7 de março as inscrições para a 14ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, que ocorre no Teatro Governador Pedro Ivo Campos, de 5 a 14 de junho de 2015. Podem participar da seleção produções nacionais de todos os gêneros e formatos de curta-metragem, preferencialmente inéditas em Santa Catarina.

As obras serão exibidas na mostra competitiva e não-competitiva. Em uma parceria com a TV Brasil, o festival premia o Melhor Filme de Animação, de Ficção e a Melhor Série, escolhidos por um Júri Oficial, e também dá voz as crianças, com o Prêmio Especial escolhido pelo público infantil. Todos receberão o prêmio aquisição da TV Brasil no valor de R$ 5 mil.

O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis em:

Todo o processo é online, incluindo o envio dos filmes. A relação das obras selecionadas será divulgada no início de abril.

Os filmes inscritos e selecionados serão exibidos gratuitamente aos estudantes da rede pública e particular de ensino durante os dias de realização da Mostra e em mostras itinerantes em comunidades na Grande Florianópolis e outros municípios catarinenses.

Em 2014, por meio do Circuito Estadual de Cinema Infantil, o evento – um dos únicos no Brasil voltados à produção audiovisual com linguagem para crianças e adolescentes – atingiu cerca de 100 mil espectadores em todo o estado, com exibição de mais de 80 filmes da produção brasileira atual.

A Mostra, pioneira no país, promove o fortalecimento e a circulação do cinema brasileiro voltado às crianças e jovens e discute questões ligadas à educação, à cultura e ao audiovisual para a infância, além de promover uma ampla inclusão social. É uma realização da Lume Produções Culturais, com apoio do Núcleo de Ação Integrada e patrocinadores.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail
ou pelo telefone (48) 3065 5058.

08 jan 2015

sábado, 27 de dezembro de 2014

"Opinião" (27/12/14) do Estadão sobre a defesa contra a publicidade mercadológica abusiva dirigida às crianças

Natal de Goebbels (1939)

Duas pérolas de Goebbels e uns comentários na defesa contra a publicidade mercadológica abusiva direcionada às crianças: "A essência da propaganda é ganhar as pessoas para uma ideia de forma tão sincera, com tal vitalidade, que, no final, elas sucumbam a essa ideia completamente, de modo a nunca mais escaparem dela" e, "uma mentira contada 1000 vezes torna-se verdade."

O "Estadão" e as demais empresas da oligarquia do mercado/comunicação no Brasil não fazem mais do que defender seus próprios interesses e, certamente que para isso invocarão outas interpretações de pontos e vírgulas à própria Constituição. Fazem isso nesse artigo de "Opinião" e, vai saber se não estão torcendo - ou construindo factoides - para qualquer assunto do tema dessa guerra de interpretação da Constituição ser tratado lá no STF com, digamos, Gilmar Mendes...

A defesa para qualquer regulamentação estar apenas dentro das ações do pomposo CONAR se passando por legítimo deliberador da causa vem sendo feita há tempos e, o PDC 1460/2014 está lá no Congresso em meio à tramitação, no que parece apenas aguardando o reinício dos trabalhos legislativos de 2015.


Do lado de cá, ou fazemos muito barulho e mobilização entre as gentes brasileiras desconstruindo as "mentiras" e alertando sobre a "essência" dessa propaganda abusiva, ou seremos vencidos de batalhas em batalhas nessa guerra declarada e de ofensivas daquela oligarquia...

Leo Nogueira Paqonawta

Leia o artigo "Opinião" do Estadão (27/12/14) clicando aqui.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

A batalha pela publicidade infantil


A batalha pela publicidade infantil

A gigante Maurício de Sousa Produções prevê caos econômico se restrições forem impostas, mas entidades defendem resolução que trata propaganda como abusiva

Por Paloma Rodrigues
Publicado 22/12/2014

A publicação de um estudo contratado pela gigante do entretenimento Maurício de Sousa Produções (MSP) neste mês esquentou a briga pela legitimidade do mercado publicitário infantil. A pesquisa questiona resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que considera a publicidade infantil abusiva, e pinta um quadro de desastre para a economia caso a recomendação seja cumprida. Em 2015, o tema deve continuar mobilizando forças dos dois lados, pois será debatido no Congresso.

O levantamento divulgado pela MSP foi realizado pela GO Associados. Segundo os números, a produção destinada ao público infantil gera 51,4 bilhões de reais em produção na economia nacional, 1,17 bilhão de empregos, mais de 10 bilhões de reais em salários e quase 3 bilhões em tributos. Com as propostas do Conanda em prática, que restringem nas peças publicitárias o uso de linguagem infantil, de personagens e de ambientes que remetem à infância, as perdas seriam, segundo a MSP, de 33,3 bilhões em produção, cerca de 728 mil empregos, 6,4 bilhões em salários e 2,2 bilhões em tributos.

Para Ekaterine Karageorgiadis, advogada do Instituto Alana, dedicado à garantir condições para a vivência plena da infância, a decisão do Conanda é baseada na Constituição, na qual a propaganda infantil é classificada como abusiva, e portanto ilegal. Para Karageorgiadis, o problema é que a fiscalização do material televisivo, impresso e radiofônico não é eficiente. "Justamente porque essa publicidade continua existindo, o Conanda traz uma norma que dá a interpretação, para que o juiz, promotor ou o Procom possam identificar de maneira mais fácil o abuso", afirma. Karageorgiadis rebate a tese de caos econômico apresentada pelo MSP. Segundo ela, a resolução não tem impacto sobre a produção de produtos como brinquedos, cadernos e alimentos. Eles poderão continuar a ser produzidos, diz ela, mas terão de ser divulgados aos pais, em propagandas realizadas em canais adultos e sem elementos do universo infantil. "O licenciamento para entretenimento não é afetado: os desenhos continuam existindo, os brinquedos continuam existindo, o problema é a comunicação que se faz disso", diz.

A advogada relata caso em que a propaganda é feita até mesmo dentro das escolas. "Há denúncias de canais infantis que vão em escolas e distribuem brindes de novelas que estão sendo realizadas", diz. "A novela infantil pode ser realizada, mas um grupo de agentes ir à escola distribuir maquiagens e cadernetas não pode". Para a MSP, dona dos projetos que envolvem a Turma da Mônica e maior estrutura de licenciamento da América Latina, isso não impede a perda de empregos e diminuição do mercado.

Mônica de Sousa, diretora executiva da MSP, disse que a principal preocupação da empresa é o impedimento da "comunicação mercadológica dirigida à criança", o que afetaria a comercialização de diversos produtos da MSP, como cadernos, livros e até uma linha de macarrão instantâneo dos personagens da Turma da Mônica. "Os artistas responsáveis pela criação desses desenhos e personagens serão triplamente prejudicados. De um lado, seus desenhos deixarão de ser atrativos para as emissoras de TV, já que elas não poderão fazer comerciais nos intervalos dos programas. De outro, suas criações não poderão ser emprestadas a quaisquer produtos", diz ela. "E, por último, eles não poderão promover shows e espetáculos com seus personagens, já que a resolução veta o patrocínio em eventos dirigidos ao público infantil", completa.

Um exemplo para dar forma à disputa em questão é a peça publicitária desenvolvida pela MSP para a Vedacit. Em maio deste ano, o Ministério Público do Estado de São Paulo enviou um ofício ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) questionando uma propaganda da Mauricio de Sousa Produções, Otto Baumgart e Climanet. Na peça publicitária divulgada na internet, os personagens da Turma da Mônica utilizavam a linha de impermeabilizantes Vedacit. O processo foi arquivado pelo Conar, que aceitou a justificativa de que "não havia confusão entre conteúdo editorial e comercial". O Conar é criticado por ser um órgão da iniciativa privada e não aplicar as leis governamentais, mas as leis de seu regimento interno, que preveem multas e restrições a empresas que restringirem seu código de ética.

A advogada do Alana questiona o teor da peça publicitária. "Por que um produto químico, um impermeabilizante de telhados, precisa dialogar com a criança? A publicidade se usa de um personagem que não gosta de água, cria novos personagens, os "amiguinhos Vedacit" e se utiliza de uma linguagem infantil", diz Karageorgiadis. Segundo ela, mesmo sem ser do interesse da criança, ao ir à uma loja de construções com a família, ela será uma intermediária na compra do produto. "Para vender o Vedacit eu preciso mesmo de toda essa estratégia?".

Do outro lado, Mônica diz que a propaganda não foi destinada às crianças e que a produção das histórias em quadrinhos que continham os personagens da Vedacit e o personagem Cascão eram voltadas ao público adulto. "É bom lembrar que nossos personagens têm 50 anos e portanto fazem parte do imaginário de diversas gerações de adultos", diz Mônica. "Esse é um bom exemplo de como a restrição total e irrestrita proposta na resolução pode afetar a própria existência dos personagens." "É o fim dos personagens, pois eles não poderão mais estar em lugar nenhum", diz a herdeira do criador da Turma da Mônica e inspiradora de seu principal personagem.

Mônica ainda defende que a autorregulamentação da publicidade se aprimore, mas rechaça as proibições. "O Brasil possui hoje 22 normas que restringem a publicidade dirigida à criança, mais do que o Reino Unido, com 16 normas, e que os Estados Unidos, com 15. Se há excessos – e numa sociedade complexa como a nossa, é claro que eles ocorrem – é preciso continuar a aperfeiçoar essas normas", defende Mônica. "Mas proibir totalmente tanto a publicidade quando o licenciamento de marcas, como propõe o Conanda, é condenar os brasileiros a consumir única e exclusivamente a produção de conteúdo infantil estrangeira."

O vice-presidente do Conar, Edney Narchi, também critica a resolução do Conanda. "A mão pesada do Estado constitui uma afronta à liberdade de expressão e vilipendia o direito de cada família brasileira de criar seus filhos da maneira que acha correta”.

Papel dos pais. O papel dos responsáveis é um dos principais pontos de discussão dos dois lados. A presidente da Associação Brasileira de Licenciamento, Marici Ferreira, afirma que a resolução do Conanda usa a displicência dos pais no cumprimento do seu papel em "dizer não". "Pais ocupados e ausentes começaram a encontrar dificuldade para balancear regras e liberdade, autonomia a autoridade", afirma em nota. Ela ainda diz que a resolução tem "viés claramente paternalista" e "tenta ocupar quando minimiza o papel dos pais na educação e se investe da autoridade de decidir o que é melhor para seus filhos".

Karageorgiadis, do Instituto Alana, rebate. "Os pais certamente têm um papel fundamental na educação das crianças, mas a responsabilidade pela criança não é exclusiva dos pais, é dever do Estado, família e sociedade assegurar à essa criança prioridade absoluta", diz.

Em 2015, a briga seguirá no Congresso. Um projeto de lei do deputado Milton Monti (PR-SP) tenta derrubar a decisão do Conanda. Em novembro, o projeto recebeu parecer contrário da deputada Benedita da Silva (PT-RJ) na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. A questão ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para votação na Câmara e no Senado.

Reproduzido de Carta Capital
22 dez 2014

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A sociedade está mudando e não queremos mais a publicidade infantil abusiva dirigida às crianças


Publicidade infantil: estudo sobre impactos econômicos de proibição reacende debate

Adriana Franzin - Portal EBC

Um estudo feito a pedido da empresa Maurício de Sousa Produções (MSP) calcula que a cadeia produtiva do setor de conteúdo infantil terá prejuízos de cerca de R$ 33 bilhões e fechamento de 700 mil empregos, caso seja acatada a resolução 163 do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), que considera abusiva toda a publicidade e comunicação mercadológica dirigida à criança e ao adolescente.

levantamento feito pela consultoria GO Associados , divulgado na última semana, afirma que as perdas salariais chegariam a R$ 6,4 bilhões e haveria um recuo de R$ 2,2 bilhões na arrecadação do governo. Monica Sousa, filha do cartunista e criador da Turma da Monica – a maior produtora de conteúdo infantil do país –  defende que a medida é prejudicial.  "Essa maneira de pensar que proibição é melhor do que tudo, que a família não tem condição de avaliar, eu vejo como uma forma de subestimar a família", disse durante o lançamento da pesquisa.

Para a publicitária Nádia Rebouças, que integra o Rebrinc (Rede Brasileira Infância e Consumo) e o Conselho do Instituto Alana, o estudo faz uma “avaliação catastrófica” da mudança para assustar o mercado e impedir o avanço da resolução. Ela compara as novas regras da publicidade infantil com a proibição dos anúncios de cigarro, ocorrida no início dos anos 2000.


“Era impossível de se pensar que ia destruir a propaganda, o patrocínio da Fórmula 1, dos esportes – porque nós éramos um país que tinha o cigarro ligado ao esporte profundamente. Então, isso não mudou? Alguém faliu? Deixou-se de vender cigarro? Não. Apenas a sociedade escolheu que isso não é um valor para ser anunciado e repetido em um país em que as crianças ficam em frente a televisão por seis horas (por dia), em média.”

Nádia defende que a sociedade brasileira está passando por um momento de profunda transformação de valores em que os pais estão se conscientizando cada vez mais sobre o que é adequado para seus filhos, mas que a mudança não se dá de maneira uniforme.  “Nós não podemos acreditar que o nível de informação de todos os pais é igual para que eles tenham a autonomia de dizer sim ou não ao produto. Não é essa a realidade do país”, diz.

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Além disso, ela destaca que a publicidade infantil implica em outros problemas, além do estímulo ao consumo exagerado. “Controlar a publicidade infantil resolve problemas da saúde, não só de obesidade, que reflete em vários outros, mas como problemas de sensualidade precoce. O problema é que por na ponta do lápis o custo dessa decisão para o lado social é muito complexo”.

Reproduzido de EBC
15 dez 2014

Ouça a entrevista completa, ou leia a transcrição no site da Rebrinc, aqui: