Faixa

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segunda-feira, 12 de maio de 2014

III Seminário Universidade e Escola: UFRGS . Porto Alegre . 07 de junho de 2014


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III Seminário Universidade e Escola

Dia 07 de junho de 2014 (Sábado)
Av. Paulo Gama 110
Farroupilha . Porto Alegre. RS

O Seminário abordará a criança atual - a família, a escola e a mídia

Dia 7 de junho, acontece III Seminário Universidade e Escola a qual abordará a criança atual – a família, a escola e a mídia. A atividade ocorre das 8h às 18h, no Salão de Atos da Reitoria (Av. Paulo Gama 110). Será fornecido pela Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS certificados. A terceira edição do seminário reúne especialistas, profissionais e a comunidade para discutir consumismo na infância e prevenção das doenças crônicas não comunicáveis desde os primeiros meses de vida. A atividade é gratuita sem taxa de inscrição.

As inscrições para o Seminário e para a Mostra de trabalho acontece aqui. A data limite para o envio dos trabalhos para exposição na Mostra será até o dia 19 de maio e a divulgação ocorrerá no dia 24 de maio.

Mais informações mande e-mail para prevencaoinfantil-prorext@ufrgs.br ou ligue 4004-2991.

Reproduzido de PROEXT/UFRGS

sábado, 10 de maio de 2014

Uma lição de ética sobre publicidade infantil, por Clóvis de Barros Filho

Uma lição de ética sobre publicidade infantil

Clóvis de Barros Filho* aborda os dilemas éticos do nosso tempo e de como falar diretamente à criança através da publicidade infantil é claramente uma violação ética.

O vídeo foi gravado especialmente para o 1º Fórum Prioridade Absoluta – Criança em Primeiro Lugar.

Via Instituto Alana . Prioridade Absoluta
25 abr 2014



* Clóvis de Barros Filho  é Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo (1986), Bacharel em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Casper Líbero (1985), Mestre em Science Politique - Universite de Paris III (Sorbonne-Nouvelle) (1990) e Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2002). Livre-Docência pela Escola de Comunicações e Artes da USP (2007). Professor de Ética na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Professor de Filosofia Corporativa da HSM Educação (2013), Pesquisador e Consultor em Ética da UNESCO, Pesquisador e Conferencista pelo Espaço Ética. É colunista de Ética da Revista Filosofia Ciência & Vida.

Fonte: CNPq

“A rua como um espaço perigoso para a infância é uma invenção”, diz urbanista João Whitaker

João Whitaker (esq.) 

“A rua como um espaço perigoso para a infância é uma invenção”, diz urbanista

O sistema das cidades está saturado. A forma de urbanização do Brasil gerou um passivo urbano desastroso para as crianças que, ou estão presas em condomínios, ou na informalidade absoluta. Se o hoje é ruim, o amanhã pode ser pior. A lógica do consumo cria a cultura do carro desde cedo. A verticalização rouba o horizonte, o sol e a circulação de ar. Ainda assim, a solidificação da ideia de que a rua é um lugar perigoso para as crianças é uma invenção alimentada pelo mercado imobiliário para vender edifícios de segurança máxima.

Leia mais


Essas são algumas das conclusões de João Whitaker, urbanista e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), durante a mesa de fechamento do I Fórum Prioridade Absoluta – Criança em Primeiro Lugar, que aconteceu nesta quinta-feira, 23/4, no Sesc Consolação, em São Paulo.

O evento, organizado pelo Instituto Alana, realizou três dias de debates intersetoriais sobre a infância, balizados pelas áreas de atuação do projeto: Educação, Espaço Público, Mídia e Comunicação e Sistemas de Garantias. O propósito do evento, que pretende se expandir para outras cidades do país e aprofundar discussões e ações concretas pela infância, é garantir a aplicação do artigo 227 da Constituição Federal, que coloca a criança como prioridade absoluta nos planos do país.

A mesa de encerramento “As crianças, a mídia e a cidade”, além de contar com o professor de arquitetura, também teve a presença de Rodrigo Nejm, da ONG Safernet, Salomão Ximenes, da Ação Educativa, Diego Medeiros, defensor público e membro do Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e Júlio Pompeu, que estuda as relações entre consumo e violência. Os palestrantes buscaram debater as interfaces entre ética, consumo, cidade e espaços públicos – virtuais ou não – para a infância. Um desses exemplos, já em prática e eixo do prioridade absoluta, é o Ruas de Lazer.

Cidade das crianças

Ao responder uma pergunta da plateia sobre o que seria uma cidade ideal, Whitaker lembrou de uma canção d’Os Saltimbancos, musical infantil adaptado por Chico Buarque, na qual se discute a cidade ideal. De início, o cachorro gostaria que houvesse um poste por metro quadrado. A galinha, que a rua fosse cheia de minhocas. O refrão, no entanto, propõe uma síntese.

“O sonho é meu
e eu sonho que
Deve ter alamedas verdes
A cidade dos meus amores
E, quem dera, os moradores
E o prefeito e os varredores
Fossem somente crianças”

Para o professor, o que aparece nesse trecho é uma oposição ao conceito individual da cidade que, ao ser observado pelo universo infantil, é carregado senso de coletividade. “Quando você pede para uma criança desenhar uma cidade, ela é sempre verde, aberta, povoada de gente. Elas representam cidades coletivas porque a brincadeira é sempre coletiva, comunitária, aberta para todos e quanto mais melhor”, pondera.

Reside aí uma das soluções para o dilema apresentado no primeiro parágrafo deste texto. Para resgatar uma urbanização da cidade para as crianças e para todos, o primeiro passo seria mudarmos nossos padrões de consumo e de investimento público, deslocando-se da necessidade de um crescimento econômico sem limites, passando para um desenvolvimento que represente uma sociedade mais igual.
Para conferir a cobertura completa do evento e os materiais disponibilizados, confira o site do Prioridade Absoluta aqui.

Reproduzido de Prioridade Absoluta, por Pedro Ribeiro Nogueira
25 abr 2014



Como fazer da rua um espaço de lazer: clique aqui para saber mais.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Rebrinc: nova rede potencializa luta em defesa da infância


Rede Brasileira sobre Infância e Consumo

A Rede Brasileira sobre Infância e Consumo - Rebrinc, que começou a ser construída em junho de 2013, já possui no Facebook cerca de 400 membros de vários estados. Fazem parte da Rede atores sociais que possuem histórico na defesa dos direitos da criança e do adolescente e no combate ao consumismo na infância. A proposta é potencializar esse trabalho de proteção da infância do assédio do mercado. A Rede pretende sensibilizar mães, pais, organizações, gestores públicos, profissionais de setores acadêmicos, educadores, entre outros profissionais, em torno da causa.

Escute à entrevista em Rádio Brasil Atual clicando aqui.

Reportagem Marilu Cabañas.

Na foto ativistas da Rebrinc no V Encontro em 25 e 26 de abril de 2014, São Paulo.
Autores: Leo Nogueira Paqonawta e Marilu Cabañas

Reproduzido de Rádio da Rede Brasil Atual
30 abr 2014

terça-feira, 22 de abril de 2014

I Fórum Prioridade Absoluta, Criança em Primeiro Lugar: 22 a 24 de abril de 2014


I Fórum Prioridade Absoluta, Criança em Primeiro Lugar

Entre os dias 22 e 24 de abril acontecerá em São Paulo o I Fórum Prioridade Absoluta, Criança em Primeiro Lugar - uma iniciativa do Instituto Alana com apoio do Sesc-SP. O evento busca reunir especialistas, atores da sociedade civil e poder público para dar força e efetivação ao artigo 227 da Constituição Federal, que coloca as crianças em primeiro lugar nos planos e preocupações da nação.

Diz o artigo: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

Dessa forma, o artigo 227 determina que o interesse superior da criança seja posto em primeiro lugar nas decisões, preocupações e atividades de toda a sociedade, do Estado e da família, da mesma forma que o Instituto Alana acredita que um mundo voltado à criança é um mundo melhor para todos.

Reproduzido de Prioridade Absoluta
22 abr 2014

Saiba mais sobre o Prioridade Absoluta clicando aqui.

Confira outros vídeos do Prioridade Absoluta clicando aqui.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

"Consciência e Consumo" lança site na Internet


O site Consciência e Consumo é um espaço que reúne informações, reflexões e troca de experiências sobre os temas educação, comportamento, meio ambiente e consumo com o objetivo de inspirar o resgate da consciência e a ação crítica e responsável de pessoas, grupos e organizações.

Resultado do trabalho de profissionais de comunicação e educadores de Belo Horizonte que, desde 2004, atuam com educação para o consumo e educação ambiental por meio de palestras, cursos, seminários e oficinas de sensibilização em escolas, empresas e grupos diversos. Para saber mais sobre o nosso trabalho, escreva para contato@conscienciaeconsumo.com.br

O Consciência e Consumo tem como objetivos:

Reunir informações sobre o tema consumo.

Incentivar o debate da consciência em primeiro lugar.

Propor reflexões sobre o consumo impulsivo, impensado e prejudicial ao bolso do consumidor, às relações e ao planeta.

Incentivar pessoas a fazerem escolhas com consciência.

Contribuir para o combate ao consumismo.

Incentivar a proteção da infância e o combate ao consumismo infantil.

Divulgar conteúdos relacionados a alimentação e estilo de vida saudáveis.

Estimular a visão crítica às mensagens publicitárias e ao conteúdo da mídia.

Reunir e divulgar experiências pedagógicas sobre o tema educação para o consumo.

Reunir e divulgar ações relacionadas ao Direito do Consumidor e educação para o consumo.

Apoiar e divulgar experiências de economia solidária, feiras de agroecologia e eventos culturais e artísticos, grupos de discussão, projetos e entidades relacionados ao tema.

Nossa missão:

Inspirar mudanças de pensamento e de atitude em questões relacionadas ao consumo com o resgate da consciência e da visão crítica sobre a situação humana e planetária atual.

Nossa visão:

Ser referência no incentivo a mudanças das atuais práticas predatórias de consumo, em prol de uma cultura que integre o indivíduo, a sociedade e a natureza.

Equipe de conteúdo do Consciência e Consumo:

Desirée Ruas
Coordenadora
Jornalista profissional
Educadora ambiental e para o consumo

Ana Mansoldo
Psicóloga e educadora ambiental e para o consumo

Iracema Gomes
Educadora ambiental e para o consumo

Fátima Pinto
Psicóloga e educadora ambiental

Reproduzido de Consciência e Consumo
14 abr 2014

Curta Consciência e Consumo no Facebook

sexta-feira, 4 de abril de 2014

PUBLICIDADE DIRIGIDA ÀS CRIANÇAS DEVE ACABAR IMEDIATAMENTE: 04 de abril de 2014


PUBLICIDADE DIRIGIDA ÀS CRIANÇAS DEVE ACABAR IMEDIATAMENTE

Publicada hoje (04/04/14) no Diário Oficial da União, Resolução 163 do Conanda, de 13 de março de 2014, considera abusiva toda publicidade direcionada às crianças

O texto completo, disponível aqui, diz que “a prática do direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica à criança com a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço” é abusiva e, portanto, ilegal segundo o Código de Defesa do Consumidor.

A resolução lista os seguintes aspectos que caracterizam a abusividade:

- linguagem infantil, efeitos especiais e excessos de cores;

- trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança;

- representação de criança;

- pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil;

- personagens ou apresentadores infantis;

- desenho animado ou de animação;

- bonecos ou similares;

- promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil;

- promoção com competições ou jogos com apelo ao público infantil.

Com a resolução, a partir de hoje fica proibido o direcionamento à criança de anúncios impressos, comerciais televisivos, spots de rádio, banners e sites, embalagens, promoções, merchadisings, ações em shows e apresentações e nos pontos de venda.

O texto versa também sobre a abusividade de qualquer publicidade e comunicação mercadológica no interior de creches e escolas de educação infantil e fundamental, inclusive nos uniformes escolares e materiais didáticos.

Para o Conanda, composto por entidades da sociedade civil e ministérios do governo federal, a publicidade infantil fere o que está previsto na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código de Defesa do Consumidor.

O Instituto Alana integra o Conanda, na condição de suplente, e contribuiu junto aos demais conselheiros na elaboração e aprovação desse texto.

“A partir de agora, temos que fiscalizar as empresas para que redirecionem ao público adulto toda a comunicação mercadológica que hoje tem a criança como público-alvo, cumprindo assim o que determina a resolução do Conanda e o Código de Defesa do Consumidor”, afirma Pedro Affonso Hartung, conselheiro do Conanda e advogado do Instituto Alana. “É um momento histórico. Um novo paradigma para a promoção e proteção dos direitos da criança e do adolescente no Brasil”, comemora Pedro.

04 abr 2014


Leia também em Legisweb, clicando aqui.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Relator do PL 5921/2001: Dep. Arthur Oliveira Maia (SDD-BA)


Relator do PL 5921/2001: Dep. Arthur Oliveira Maia (SDD-BA)

Finalmente o Projeto de Lei, PL 5921/2001, que trata da questão da publicidade infantil e que completou 12 anos em tramitação em dezembro de 2013, ganhou um relator. No dia 12/03/2014 foi designado o deputado Arthur Oliveira Maia (SDD-BA).

O PL está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), da Câmara dos Deputados, e o prazo para emendas é de cinco sessões ordinárias a partir de 14/03/2014, segundo as informações do site da Câmara.

Acompanhe a tramitação do PL5921/2001na página da Câmara dos Deputados clicando aqui.

Conheça o vídeo "Consumo de Crianças - a comercialização da infância" (2008)

CONSUMING KIDS - The commercialization of childhood
EUA, 2008, 66 min.
Direção: Adriana Barbaro, Jeremy Earp

Qualquer semelhança NÃO é mera coincidência. Vamos refletir juntos? Lá nos EUA, o mercado também acha que a responsabilidade é dos pais quando o assunto é consumo. Como aqui, a opinião pública também está se movimentando para salvar a Infância desse monstro gigante. Vale a pena assistir!

22 mar 2012



Comentários sobre o vídeo:

"Esse documentário tem ENORME importância para adultos compreenderem que as crianças do mundo estão sujeitas a uma FORTE lavagem cerebral, hipnose coletiva, condicionamento pavloviano, propaganda subliminar etc, etc.

As crianças estão sendo exaustivamente sendo USADAS para tornarem-se robôs de consumo. Isso começou ha muitos anos e o resultado é que hoje a maioria dos adultos JÁ ESTÁ com o cérebro PROGRAMADO para consumir centenas de produtos inúteis desnecessários, supérfluos e em sua maioria nocivos.

Os seres humanos estão sendo transformados em ZUMBIS, em mortos vivos, que não mais agem por livre e espontânea vontade e sim por "vírus mentais" implantados a fundo em seus cérebros pela maquinas do MARKETING."

sábado, 15 de março de 2014

MÃONIFESTAÇÃO: pela proibição da publicidade/propaganda infantil para a venda de produtos infantis . PL 5921/01


MÃONIFESTAÇÃO

MANIFESTE-SE
PELA PROIBIÇÃO DA PUBLICIDADE/PROPAGANDA
PARA A VENDA DE PRODUTOS INFANTIS
PL 5921/01

A família e a escola devem se reempoderar
de sua função de educar as crianças,
passando valores mais humanos e democráticos,
e o Estado deve assumir o seu papel de regulamentar
a publicidade dirigida às crianças até os doze anos
para que políticas econômicas
não sejam dissociadas de políticas sociais.

Ainda não existe no Brasil uma lei federal
que regule a publicidade dirigida às crianças.
O Projeto de Lei 5921/01, que versa sobre esse tema,
tramita há doze anos no Congresso - desde 12/12/2001 -,
significando que uma geração inteira de crianças
continuou sendo alvo de mensagens comerciais abusivas.

A proteção à infância é dever de todos, como previsto

Façamos nossa parte na luta por uma infância livre de apelos comerciais.
Manifeste-se conosco por todo o Brasil pelos direitos das crianças:
desenhe, colora e escreva o seu «abaixo-desenhado»!


Prioridade Absoluta: criança em primeiro lugar


Prioridade Absoluta é uma iniciativa do Instituto Alana criada para dar visibilidade e contribuir para a eficácia do artigo 227 da Constituição Federal, que coloca as crianças em primeiro lugar nos planos e preocupações da nação.

Reunimos neste site um arcabouço de conteúdo capaz de solucionar vários problemas que impactam a infância brasileira e que já estão contemplados em lei. São textos, pesquisas, artigos e sugestões de como atuar em, inicialmente, quatro áreas: Educação, Espaço PúblicoMídia e Comunicação e Sistema de Garantias.

Na seção Como fazer e em cada tema, o Prioridade Absoluta compartilha experiências de mobilização e de advocacy, além de modelos de carta, petições, denúncias, ações judiciais, entre outros, com o intuito de facilitar a atuação em prol das crianças.

Nossa missão é

Informar, sensibilizar e mobilizar as pessoas, especialmente operadores do direito, para que sejam defensoras e promotoras dos direitos das crianças nas suas comunidades, com prioridade absoluta.

Nossa visão é pela

Efetivação dos direitos e garantias de todas as crianças brasileiras.


Reproduzido de Prioridade Absoluta

15 mar 2014

Conheça os vídeos do Prioridade Absoluta, clicando aqui.


Instituto Alana - Prioridade Absoluta from Gustavo Torres on Vimeo.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O que é o PL 5.921/2001?


O que é o PL 5.921/2001?

O Projeto de Lei 5.921/2001 visa criar regras claras para a publicidade dirigida ao público de até 12 anos de idade. Ele foi apresentado em 2001 pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR).

Desde então, segue em tramitação na Câmara Federal. Dois textos substitutivos já foram aprovados – um na Comissão de Defesa do Consumidor (CDC), em 2008; e outro na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC), em 2009. Esse último também foi aprovado em 2013 na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI).

O texto aprovado na CCTCI, de autoria do deputado Osório Adriano (DEM-DF), muda pouco o que já temos hoje: inclui apenas duas frases no Artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor, considerando abusiva “a publicidade que seja capaz de induzir a criança a desrespeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família e que estimule o consumo excessivo”.

O Instituto Alana apoia publicamente o primeiro texto substitutivo ao PL, aprovado pela CDC em 2008, de autoria da então deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG). Ele prevê a regulação de qualquer comunicação mercadológica dirigida a menores de 12 anos. Esse texto é bastante detalhado e define por comunicação mercadológica toda atividade de comunicação comercial para divulgação de produtos e serviços em qualquer suporte (comerciais televisivos, banners e sites na internet, embalagens, promoções, merchandising etc).

Atualmente, o Projeto de Lei 5.921/2001 está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), desde setembro sem relator designado. Acompanhe sua tramitação e conheça os textos na íntegra aqui.


Infância Livre de Consumismo: 12 razões para regular a publicidade infantil


12 razões para regular a publicidade infantil

Texto de Mariana Sá*

O PL 5921/01, que propõe uma nova regulação da publicidade para crianças, fará 12 anos de tramitação no dia 12/12. Por isso, selecionamos 12 razões pelas quais acreditamos que a publicidade infantil deva ser regulada:

1. Não há justificativa moral, ética ou social para usar as crianças como alvo da publicidade.

A única justificativa é econômica: dirigindo comunicação mercadológica para crianças, vende-se mais. Numa sociedade que prioriza o pleno desenvolvimento infantil, os negócios não podem estar acima das necessidades singulares da infância. E, sim, o Brasil é um país que – em tese, na lei – prioriza a crianças e esta prioridade deveria estar sempre sendo dada na feitura de novas leis e de novas políticas públicas, inclusive nas políticas econômicas e de comunicação.

2. As empresas têm acesso a tecnologias avançadas de marketing.

Pesquisas de mercado, grupos de observação de comportamento do consumidor, avançados estudos sobre a psicologia: tudo servindo à missão de aumentar os resultados de imagem, venda e lucro das empresas. E custe o que custar, mesmo que o custo seja reproduzir preconceitos e fragilizar ainda mais o indivíduo. As crianças, por sua própria inocência, são muito mais susceptíveis e indefesas diante dos marqueteiros e publicitários.

3. O córtex frontal, responsável pelo julgamento crítico, só termina de se desenvolver em torno dos 20 anos de idade.

Esta região cerebral está relacionada ao planejamento de comportamentos e pensamentos complexos, expressão da personalidade, tomadas de decisões e modulação de comportamento social. A atividade básica dessa região é resultado de pensamentos e ações em acordo com metas internas. A função psicológica mais importante relacionada ao córtex pré-frontal é a função executiva. Esta função se relaciona a habilidades para diferenciar pensamentos conflitantes, determinar o bom ou ruim, melhor e pior, igual e diferente, consequências futuras de atividades correntes, trabalho em relação a uma meta definida, previsão de fatos, expectativas baseadas em ações e controle social. Muitos autores indicam uma ligação entre a personalidade de uma pessoa e funcionamento do córtex pré-frontal. Wikipedia

4. Até os 12 anos, a criança não tem condições de compreender as artimanhas da publicidade.

É nesta idade, em média, que o sujeito inicia o desenvolvimento dos mecanismos internos capazes de compreender as diversas sutilezas e interpretar criticamente o sofisticado discurso publicitário. Antes de 12 anos, a criança não possui condições de se defender dos instrumentos usados pela influente indústria publicitária.

5. Um lobby poderoso impede a regulamentação da publicidade para crianças.

Um conjunto de representantes de anunciantes, de agências de publicidade e de emissoras de radiodifusão, e até mesmo artistas renomados do entretenimento infanto-juvenil, tem trabalhado intensamente nos bastidores do Congresso Nacional para atrasar a tramitação do PL 5921/01 que há doze anos é debatido e ganha substitutivos no parlamento. Eles sabem que seus lucros despencarão se o PL resultar na proibição da publicidade infantil ou mesmo numa regulamentação que envolva multa e contrapropaganda, uma vez que não terão liberdade para dirigir seu discurso para a criança, transformando-a em representante de vendas de seus produtos.

6. Os países com menos publicidade voltada para crianças são os mais desenvolvidos em termos de bem-estar infantil.

Vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? O país que proíbe a publicidade infantil tem bons índices de bem-estar infantil ou tem bons índices de bem-estar infantil porque proíbe a publicidade infantil? Nós não sabemos o que vem antes, mas a constatação é que os dois fatores estão ligados: o país que se preocupa com as suas crianças não dá tanta liberdade aos anunciantes.

7. O neuromarketing utiliza tecnologia médica para estudar como o marketing afeta as crianças.

Segundo a wikipedia, o “neuromarketing é a união do marketing com a ciência, visa o entendimento da lógica de consumo: entender os desejos, impulsos e motivações das pessoas, através do estudo das reações neurológicas a determinados estímulos externos. Um dos principais fatos descoberto pelos neurologistas explica que a maior parte de todas as decisões de compra são tomadas em nível subconsciente e que, sendo assim, é importante impactar o inconsciente do consumidor com memórias, emoções e experiências positivas. Dessa forma, o consumidor se lembrará de uma marca ou de um produto de forma mais facilitada na hora de escolher qual produto adicionar ao carrinho.”

Esta breve descrição de internet basta para entender por que é imoral pesquisar usando crianças ou aplicar o neuromarketing em comunicações dirigidas a elas.

8. Crianças que sofrem bombardeio constante de estímulos publicitários ficam tão ocupadas em reagir que nunca aprender a criar.

“O universo onírico, dos sonhos e das brincadeiras, é essencial para a saúde psíquica da criança. Por meio da fantasia, ela consegue transportar o mundo adulto à sua vivência infantil de forma criativa. as crianças das gerações atuais não são mais criadoras das fantasias que vivenciam, mas as recebem da televisão e da internet, num processo que praticamente elimina o contato e a convivência com amigos e impede aos pequenos se educar nos códigos da sociabilidade, como saber admitir seus próprios limites e reconhecer o direito dos outros”. Frei Beto

9. É imoral, é ilegal e engorda.

Deixar um PhD em marketing conversar com uma criança sem supervisão dos pais é como permitir que um pedófilo gerencie um orfanato, é imoral. A legislação brasileira, nos seus princípios enuncia prioridade e a hipervulnerabilidade das crianças: é ilegal (sim, já é ilegal!). A publicidade anuncia alimentos calóricos e pouco nutritivos, o marketing coloca personagens queridos para estampar embalagens de porcarias: engorda!

10. Não é sustentável.

Ora! Se a publicidade estimula a compra do que não é necessidade ou desejo de fato, a publicidade estimula o consumo de recursos do planeta para produzir mais do que o que precisamos e o descarte de tudo aquilo que compramos e jogamos fora. Se a publicidade se dirige às crianças, o consumo é muito maior e o descarte mais intenso. Publicidade infantil e sustentabilidade não têm nada a ver uma com a outra.

11. Se aproveita da ausência dos adultos, distorce valores e gera estresse familiar.

Sempre que se fala em proibir a publicidade não falta quem diga que os pais precisam dizer “não!” e explicar para os filhos as artimanhas do discurso publicitário. O fato é que no Brasil, este país pobre que se contorce e não consegue promover uma infância decente para mais da metade das crianças, este é um sofisma, porque simplesmente os adultos não têm recursos (informacionais ou de tempo) para explicar coisa nenhuma sobre discurso publicitário ou mesmo para estar com os filhos enquanto assistem tevê. Proibir a publicidade ou regulamentá-la de maneira mais eficiente significa proteger os mais vulneráveis.

12. A autorregulamentação não tem sido eficiente no Brasil.

As denúncias demoram de dois a três meses para serem apreciadas e a maior parte das sentenças determina que a campanha seja alterada ou tirada do ar. Os anunciantes não pagam multa nem são obrigados a se retratar. Quando, finalmente a campanha sai do ar, já fez grandes estragos no desenvolvimento das crianças que ficaram expostas.


Inspiração para o post: anotações de Silvia Düssel Schiros durante a palesta de Susan Linn para o Projeto Criança e Consumo.

* Mariana é publicitária e mestra em políticas públicas. É mãe de dois e escreve no blog Viciados em colo. Co-fundadora do Movimento Infância Livre de Consumismo.


02 dez 2013

Publicidade infantil não! Ajude com um e-mail clicando aqui.